Os “e-papers” poderão contribuir para reformular o negócio da imprensa
Os jornais impressos estão a atravessar uma “crise identitária”, agora que se tornou urgente reformular modelos de negócio, devido à diminuição abrupta das tiragens e das receitas publicitárias.
Há alguns anos que estas publicações começaram a apostar em versões “online”, mas, de acordo com um editorial do “Laboratorio de Periodismo”, em Espanha, estas iniciativas não têm sido bem recebidas.
Isto porque os cidadãos espanhóis consideram que os “sites” não são suficientemente credíveis, escrevendo peças pouco dignas de confiança.
Assim, segundo indica o artigo, a única esperança dos jornais espanhóis são os “e-paper”, versões em PDF da publicação impressa, que já começaram a ser melhoradas. A título de exemplo, algumas empresas de “media” começaram a adicionar elementos audiovisuais e a actualizar determinados artigos, à medida que vão recebendo informações do seu desenvolvimento.
Da mesma, forma, um estudo realizado para o mercado alemão, pelo fornecedor de serviços de jornais ZMG, sugere que estes novos modelos estão em ascensão, já que um em cada oito jornais vendidos, na Alemanha, é, agora, um “e-paper”.
Setembro 20
De acordo com o estudo, só no segundo trimestre de 2020, a circulação de jornais de electrónicos aumentou 20 por cento. O confinamento pode estar na origem deste crescimento, já que muitos leitores adoptaram esta prática devido ao encerramento das bancas.
Não obstante, o estudo indica que o segmento de leitores que consome este tipo de produtos, sugere que os “e-papers” têm um futuro promissor: dois terços (65,8%) dos visitantes digitais têm menos de 50 anos de idade e, portanto, em média, são mais novos do que os compradores dos jornais impressos.
Além disso, o estudo indica que os utilizadores de papel electrónico estão entre os que dispõem de melhores condições salariais.
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