A troca de favores no jornalismo desportivo brasileiro
O jornalismo desportivo deixou de ter utilidade pública, já que se baseia, agora, em trocas de favores entre comentadores e clubes, deixando o relato dos campeonatos para segundo plano, considerou o jornalista Edu Montesanti num artigo publicado no “Observatório da Imprensa”, associação com a qual o CPI mantém um acordo de parceria.
De acordo com o autor, o jornalismo desportivo está, assim, a falhar, essencialmente, em dois campos intelectuais.
Em primeiro lugar, a opinião dos comentadores convidados já está pré-estabelecida, já que se baseia em acordos clubísticos.
Em segundo lugar, a maioria dos programas foca-se em discussões ocas, em detrimento da análise do desporto com base em critérios sociais, económicos e políticos.
Ora, segundo indicou o autor, esta falta de reflexão está a sustentar a corrupção no interior dos clubes. Isto porque, de forma a conseguirem lucrar com os seus comentários, os jornalistas desportivos sobrevalorizam alguns atletas, o que lhes garante uma percentagem do montante acordado na sua próxima contratação.
Ademais, -- afirmou Montesanti -- os profissionais têm procurado alienar os espectadores da realidade, para que não haja interferência neste tipo de esquemas.Por isso, continuam a sua participação nestes programas sem fazerem uma análise concreta do panorama desportivo. Limitam-se a “falar de nada”.
Janeiro 21
Assim, os jornalistas contribuem para a previsibilidade dos negócios, reforçando práticas pouco éticas e afastando-se, cada vez mais, da sua missão para “a construção social da realidade”.
Consumado o despedimento de 15 colaboradores depois da venda da Scientific American, a redução de equipas no The Washington Post, no The Wall Street Journal, na National Public Radio...
A jornalista Milagros Pérez Oliva analisa esta questão num artigo dos Cuadernos de Periodistas da APM (parceira do CPI), que defende que o direito de...
A maioria dos americanos considera a liberdade de imprensa importante para a sociedade, mas existem algumas reservas. É essa a principal conclusão de um novo estudo do Pew Research Center, em...
Embora se definam apenas como plataformas tecnológicas, as redes sociais influenciam as opiniões pessoais. Os especialistas em comunicação, como Rasmus Kleis Nielsen, autor do artigo News as a...
De acordo com Carlos Castilho, do Observatório de Imprensa do Brasil, com o qual o CPI mantém uma parceria, o jornalismo enfrenta, actualmente, dois grandes desafios, nomeadamente,...
Num texto publicado no media-tics, o jornalista Miguel Ormaetxea, reflectiu acerca da receita de publicidade digital dos media, que, em grande parte, fica nas mãos de grandes empresas de tecnologia,...
Num texto publicado na revista ObjETHOS, um dos seus pesquisadores, Raphaelle Batista, reflectiu sobre o papel que o jornalismo teve no Brasil durante 2022, assim como o que deve ser mudado.
Batista...
O Journalism Competition and Preservation Act (JCPA), um projecto de lei que pretendia “fornecer um 'porto seguro' por tempo limitado para algumas organizações de notícias negociarem...
Algumas organizações criaram um novo guia, Dimensions of Difference, para ajudar os jornalistas a entender os seus preconceitos e a cobrir melhor as diferentes comunidades. Este projecto baseia-se...