Onde se preconiza a responsabilização das redes sociais
As redes sociais poderão estar a assumir a responsabilidade pela partilha compulsiva de informações falsas e de opiniões que são tomadas como factos, considerou o jornalista Lucas Souza Doutra num artigo publicado no “Observatório da Imprensa”, associação com a qual o CPI mantém um acordo de parceria.
O autor começa por recordar que o Novo Ano foi marcado por uma polémica na plataforma Twitter, que baniu a conta de Donald Trump. Esta medida foi justificada com os riscos de incitação à violência, afirmações falsas e violação de regras das plataformas.
Segundo indicou Dutra, é certo que a acção pode ter sido motivada por interesses económicos e políticos.
Mas, a curto prazo -- reiterou o autor -- este tipo de moderação pode ser eficaz no condicionamento das “fake news” e começar a traçar um melhor futuro para o ambiente virtual que, nos últimos anos, se tem caracterizado pela distorção e imposição de ideologias, estimulada pelo excesso de segmentação e de algoritmos.
O autor considera, por outro lado, que é urgente responder a algumas questões sobre a regulação do mundo “online”.
Janeiro 21
Por exemplo: quais os órgãos que devem exercer este tipo de poder, como deverão fazê-lo, e qual será o papel da sociedade civil neste contexto.
Mas, para já, Dutra espera que as redes sociais estejam, realmente, a unir esforços para evitar mais estragos.
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