Liberdade de imprensa em Hong Kong continua a deteriorar-se
As autoridades de Hong Kong estão a apertar as restrições à liberdade de imprensa, tendo anunciado que vão deixar de aceitar determinadas acreditações jornalísticas.
Assim, só serão aceites acreditações fornecidas por organizações noticiosas registadas no sistema de informação governamental. Desta forma, as centenas de jornalistas membros daHong Kong Journalists Association (HKJA) e da Hong Kong Press Photographers Association (HKPPA) não poderão comparecer a conferências de imprensa.
Entretanto, a HKJA, a HKPPA, e cinco outros sindicatos, exigiram que a nova política fosse retirada. "A emenda permite às autoridades decidirem quem é considerado repórter, o que altera, fundamentalmente, o sistema existente em Hong Kong. (...) Isto condicionará, gravemente, a liberdade de imprensa, conduzindo a cidade a um regime autoritário".
Numa carta remetida ao Hong Kong Foreign Correspondents Club , um superintendente da polícia, Kwok Ka-chuen, tentou justificar a aplicação da emenda, afirmando que as manifestações da região semi-autónoma "atraem, frequentemente centenas de repórteres, que participam em protestos, e que agridem a polícia”. "Isto sobrecarrega a aplicação da lei”.
Setembro 20
Kwok alegou, ainda, que as novas directrizes se baseavam em acordos estabelecidos com os Grupos de comunicação locais, uma afirmação rejeitada pelos “media” em causa.
Recorde-se que, em Julho, os jornalistas estrangeiros radicados em Hong Kong foram alertados de que poderiam ser expulsos do território, caso “cruzassem a linha”.
À época, a China tinha aprovado, recentemente, a lei de segurança nacional de Hong Kong, visando punir “actos de secessão, subversão, terrorismo e conluio com forças estrangeiras, para pôr em risco a segurança nacional”.
De acordo com dados dos RSF -- Repórteres sem Fronteiras, a liberdade de imprensa, em Hong Kong, tem vindo a deteriorar-se, acentuadamente, nos últimos 18 meses. A região caiu 10 lugares no Índice de Liberdade de Imprensa desde 2018.
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