BBC faz uma “purga” na rádio e dispensa todos os repórteres
As vozes da rádio da BBC fazem parte da história moderna do Reino Unido. As reportagens, em directo, do interior de um bombardeiro britânico sobre a Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial, ou com as tropas britânicas a invadir o Iraque em 2003, ou, mais recentemente, a partir de lares de idosos quando a pandemia se instalou, moldaram, também, a agenda noticiosa.
Apesar de tudo isto, a BBC vai, agora, dispensar todos os repórteres da rádio, sugerindo-lhes que se candidatem a um emprego na televisão do operador público.
"A reportagem radiofónica é um trabalho diferente. Claro que podemos fazer ambas, mas uma reportagem concebida para a televisão tem uma lógica própria, além de que a rádio é, também, mais ágil e muito menos cara", disse, em declarações ao “The Guardian”, um jornalista da BBC.
Além disso, a BBC vai dispensar cerca de 140 trabalhadores das rádios locais e o papel dos jornalistas passará mais por apresentar do que por reportar.
Setembro 20
“Por que estão os jornalistas a abandonar estas competências, numa altura em que a rádio da BBC tem sido o sucesso do confinamento?”, interrogou-se o historiador oficial da BBC, Jean Seaton. "A rádio não é o mesmo que a televisão. Além disso, sabemos que os cidadãos procuram, cada vez mais, consumir conteúdo áudio.
Nos últimos meses, a direcção de informação da BBC tem vindo a centralizar as suas operação de reportagem, pedindo aos jornalistas para alternarem entre plataformas, ou para passarem a mesma reportagem tanto na rádio como na televisão.
Alguns repórteres de rádio dizem-se felizes com o facto de chegarem a públicos diferentes, mas alertam para o fim do som distinto de cada novo programa, não só nas estações de rádio, mas também na televisão.
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