Imprensa brasileira suspeita de selectividade ideológica
O mundo está a atravessar um período particularmente atribulado, com a pandemia de covid-19 -- que já vitimou milhares de cidadãos -- e com os movimentos sociais que têm saído à rua.
No Brasil, as “convulsões sociais” têm sido reportadas pelos “media”, mas há uma clara omissão noticiosa de alguns destes movimentos, segundo Marcelo Antônio Rocha de Oliveira num artigo publicado no “Observatório da Imprensa”, com o qual o CPI mantém um acordo de parceria.
De acordo com o autor, a imprensa brasileira está a desenvolver um “padrão de ocultação mediática”: uma técnica aplicada para esconder determinados factos, tornando-os, assim, “desconhecidos” do grande público.
No caso dos “media” brasileiros, as escolhas das notícias internacionais não seguem critérios propriamente técnicos, mas, sobretudo, ideológicos, defende Oliveira. Isso explica a diferença na interpretação de algumas acções estatais, consoante quem as pratica.
Da mesma forma, a imprensa tem aplaudido as medidas aplicadas por alguns governos no combate contra o coronavírus, “esquecendo-se” de referir as medidas de outros, também bem-sucedidos.
A título de exemplo, o controlo da pandemia no Vietname foi algo que passou despercebido no Brasil.
Julho 20
Dito isto, o autor acredita que as redacções apenas mencionam países que contrariam o “status quo” brasileiro, quando há algo de negativo a ressalvar.
Por isso, Oliveira defende que os noticiários brasileiros resumem-se ao conjunto de imagens provenientes dos Estados Unidos ou da Europa.
O que, para o autor, é “uma prática típica de linhas editoriais provincianas, limitadas a reproduzir percepções de mundo alhures, que contribuem, decisivamente, para nosso processo de colonização cultural, em que deixamos que pensem por nós, que decidam o nosso destino”.
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