Carta aberta de jornais dos EUA sobre restrições chinesas aos “media”
O “braço-de-ferro” mediático entre a China e os Estados Unidos tem vindo a intensificar-se, mesmo em período de pandemia, provando que a colaboração entre os “media” internacionais é, mais do que nunca, indispensável.
Recentemente, o governo de Pequim expulsou correspondentes dos jornais “Wall Street Journal”, “Washington Post” e “New York Times”, em retaliação a medidas restritivas aplicadas pelos EUA aos “media” chineses.
Na sequência desses acontecimentos, e perante o actual panorama mundial, os editores dos três jornais redigiram uma carta aberta aos líderes chineses, frisando a sua imprudência e desconsideração pela liberdade de imprensa, numa altura em que a informação fidedigna é imperiosa para a saúde pública e para a manutenção da estabilidade.
Apesar de se assumirem concorrentes as publicações acharam indispensável unirem-se para “falar sobre este assunto numa só voz”, já que consideram que o mundo beneficia ao ter “jornalistas talentosos” a cobrir “uma população duramente atingida por uma das piores pandemias dos tempos modernos”.
Março 20
Assim, os três jornais exortaram o “governo chinês a reverter a sua decisão”, já que o mundo está a ser privado de “de informações críticas num momento perigoso”.
Em jeito de conclusão, os editores das publicações frisaram, também, que, “perante tensões entre superpotências, o jornalismo reforça sociedades, fornecendo aos líderes e cidadãos informações cruciais para as suas vidas e decisões”.
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