Violência contra jornalistas agrava-se na Europa e preocupa RSF
O homicídio do jornalista grego Giorgos Karaivaz, em Abril , representou o quarto assassinato na Europa em apenas cinco anos.
Com isto, os Repórteres sem Fronteiras (RSF) emitiram um novo alerta, referindo que a Europa se está a tornar hostil perante os profissionais dos “media”.
“É uma situação preocupante”, referiu Pavol Szalai, representante dos RSF. “A Europa mantém-se o continente mais seguro para jornalistas, mas as restrições à liberdade de imprensa -- bem como os riscos -- têm vindo a crescer”.
O homicídio de Giorgos Karaivaz deu-se cinco anos depois do assassinato da jornalista maltesa Daphne Caruana Galizia, e quatro anos após a morte de Ján Kuciak, um profissional eslovaco.
Em 2019, a jornalista irlandesa Lyra Mckee foi morta enquanto cobria uma manifestação na zona de Derry.
Sete homens admitiram ter estado envolvidos no assassinato de Caruana Galizia, cujo “blog” pessoal se focava em temas de corrupção e um ex-militar foi considerado culpado pela morte de Ján Kuciak, que estava a investigar casos de fraude fiscal.
Os RSF citam, neste sentido, um declínio no Estado de direito, um aumento das agressões violentas e das ameaças.
A organização sublinha, em particular, um "ataque sofisticado e metodológico às liberdades de imprensa" na Hungria, que está a inspirar tácticas semelhantes na Polónia e Eslovénia.
Abril 21
Na Hungria, que é considerada "um contra-modelo" para a liberdade de imprensa na Europa, o primeiro-ministro, Viktor Orbán, utilizou a pandemia para controlar os “media”. Agora, qualquer jornalista condenado por publicar "notícias falsas" enfrenta uma pena de prisão de até cinco anos.
Já na Europa Ocidental, os RSF destacam o aumento dos casos de violência contra jornalistas durante as manifestações - tanto pela polícia como pelos manifestantes - e em países como a Alemanha, França, Espanha e Grécia.
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