Neste relatório, o TCE analisou, ainda, os esforços do Serviço Europeu para a Acção Externa nesta área, constatando que a UE “melhorou a capacidade de responder a ameaças de desinformação nos países vizinhos”.


O documento recorda, ainda, que, no final de 2018, plataformas digitais como Google, Facebook, Twitter, Microsoft e Mozilla comprometeram-se a combater a desinformação nas suas páginas, através da assinatura de um código de conduta voluntário contra as ‘fake news’, um mecanismo de autorregulação que nos últimos meses tem estado centrado na desinformação sobre a covid-19 (como as vacinas).


Segundo o TCE, este plano de acção deu origem a “desenvolvimentos positivos, mas não cumpriu todas as suas promessas”, isto porque apesar de ter estipulado medidas como a redução da visibilidade de conteúdos enganosos, não foi actualizado nem revisto desde essa altura.


No relatório, o TCE acrescenta, por outro lado, que, durante a pandemia, “o código de conduta levou as plataformas a dar maior destaque às informações provenientes de fontes fidedignas”, mas não foi suficiente para “responsabilizá-las pelas suas acções nem levá-las a desempenhar um papel de maior relevo no combate ativo à desinformação”.


Agora, a Comissão Europeia anunciou querer “capacitar os utilizadores” das plataformas digitais, como as redes sociais Facebook e Twitter, ajudando-os a identificar informação falsa.