Saúde mental dos jornalistas poderá ressentir-se com covid-19
A cobertura mediática do coronavírus poderá ter consequências permanentes na saúde psicológica dos profissionais dos “media”, revelou um estudo do Centro Internacional de Jornalismo e do Centro Tow para o Jornalismo Digital da Universidade de Columbia.
Os responsáveis pelo relatório realizaram um inquérito junto de 1406 repórteres --que cobriram os acontecimentos relacionados com a crise pandémica -- de forma a apurarem os principais efeitos desta incumbência na vida dos profissionais.
Cerca de 70% dos jornalistas afirmou que o principal efeito negativo se relaciona com a deterioração da sua saúde mental e bem-estar emocional. Da mesma forma, o estudo apurou que a pandemia prejudicou a situação financeira de mais de metade dos jornalistas inquiridos.
Os jornalistas referiram, igualmente, a partilha de “fake news”, como um dos principais obstáculos ao exercício da profissão. Neste contexto, os profissionais consideraram que os governos são a principal fonte de desinformação.
Novembro 20
Por outro lado, os inquiridos referiram alguns pontos positivos. A saber: as audiências voltaram a confiar nos “media” e os jornalistas começaram a dedicar-se, com maior empenho, às suas funções.
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