Radio Liberty em risco de fechar em Moscovo 30 anos depois
Em 1991, a Radio Liberty obteve a sua licença de emissão em Moscovo, passando a estabelecer uma ponte entre a Rússia e os Estados Unidos. Agora, 30 anos após a sua fundação, o Kremlin está perto de encerrar esta organização noticiosa.
De acordo com “ The Guardian”, a rádio foi, agora, instada a liquidar multas no valor 2.4 milhões de dólares. Caso contrário, a empresa corre o risco de enfrentar restrições à sua actividade, incluindo rusgas policiais às instalações.
A Radio Liberty garantiu, no entanto, que não irá pagar as multas, já que estas foram aplicadas após a empresa ter recusado registar-se enquanto “órgão estrangeiro”.
“O regulador quer que deixemos de ter presença física no país, ou neutralizar-nos, de forma a que deixemos de ter interacção com a nossa audiência”, afirmou Jamie Fly, director da estação.
Nos últimos anos, a Radio Liberty tem vindo a reforçar as suas operações na Rússia, ao investir em “media” digitais e ao criar a sua própria rede de jornalistas “freelancer”, para garantir a cobertura noticiosa de várias zonas do país.
“Deixámos claro à nossa equipa de Moscovo que queremos manter a redacção aberta, que estamos a lutar para o garantir”, afirmou Fly. “Se as autoridades russas acham que vamos sair sem nos forçarem, que vamos deixar o país sem mais nem menos, estão muito enganados. Vamos ficar em Moscovo”.
Maio 21
Ainda assim, a estação está a alocar alguns dos seus colaboradores e equipamento para Kiev.
Recorde-se que, no ano passado, tanto os jornalistas como os “media” internacionais passaram a ser considerados “agentes estrangeiros” pelo governo russo, o que limita as possibilidades de reportagem e acesso à informação.
Além disso, os órgãos classificados com esta denominação deixam de ter acesso a alguns investimentos publicitários.
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