Os “podcasts” estão a tornar-se os novos meios de desinformação
Os “podcasts” estão a tornar-se as principais fontes de desinformação e de “teorias da conspiração" já que, ao contrário do que acontece nas redes sociais, a veracidade dos seus conteúdos não é confirmada por moderadores.
De acordo com um texto de Ariel Bogel publicado no “Guardian”, estes programas estão a tornar-se populares entre aqueles que deixaram de confiar nos “media” e que procuram alguém que reafirme as suas convicções.
Os “podcasts” são, ainda, considerados uma “boa companhia” para determinados cidadãos, que se sentem isolados da vida em sociedade.
Para já, o tema mais abordado é a pandemia de coronavírus.
Segundo indicou um porta-voz da Google, os algoritmos dos motores de pesquisa estão a contribuir para a difusão destes conteúdos.
Isto acontece porque as plataformas de “podcast” sugerem programas, segundo os itens mais procurados, o que pode incluir tópicos e ideias controversos.
Os "podcasts'' servem, assim, como "um ponto de entrada e um ponto de legitimação" para alegações infundadas, afirmou Sarah Roberts, professora na Universidade da Califórnia, Los Angeles."Além de partilhar informações falsas, o efeito em rede dos ‘podcasts’ altera o foco da atenção pública”.
Dezembro 20
A autora recordou que a maioria das plataformas de “podcast” já têm políticas de conteúdo. Os "podcasts'' da Apple, por exemplo, proíbem a promoção da violência. Contudo, ainda não foram estabelecidas fórmulas para a aplicação das directivas.
Ademais, os responsáveis pelos “sites” não querem criar precedentes de “intervencionismo” e, por isso, evitam proibir qualquer tipo de prática.
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