Onde se preconizam novas alianças e parcerias para combater os “desertos noticiosos”
Os jornalistas deveriam estabelecer parcerias com cientistas sociais e bibliotecários, como forma de resistir, em conjunto, aos ataques contra as suas profissões, e assegurar a saúde dos sistemas democráticos, considerou Melody Kramer, num artigo publicado no “Nieman Lab”.
Conforme apontou Kramer, deverá registar-se, em 2022, um maior número de ameaças contra estes profissionais, que exercem funções essenciais para a compreensão do funcionamento da sociedade.
Perante este cenário, Kramer considera essencial que estes colaboradores estabeleçam novas alianças, como forma de lançar novos projectos de jornalismo local e de combater os “desertos noticiosos”, que têm efeitos nefastos nas comunidades.
Kramer incentiva o mesmo tipo de parceria em projectos informativos em formato áudio, para que estas iniciativas possam ficar registadas em arquivos bibliotecários, e serem consultadas no futuro, caso contenham referências relevantes.
A autora recorda, aliás, que já começaram a surgir alguns projectos deste âmbito. É esse o caso do “Saving Political Sites”, que arquivou os “websites” de 25 mil candidatos às eleições locais.
Da mesma forma, começam, também, a aparecer parcerias entre redacções e instituições de ensino superior.
A autora destaca, neste sentido, a iniciativa “ Dear Pandemic”, que reuniu investigadores académicos e jornalistas, para arquivar informações relevantes sobre a covid-19 em diversas regiões dos Estados Unidos.
Dezembro 21
Kramer sublinha, ainda, que a sobrevivência deste tipo de iniciativas deverá ser assegurada através do apoio dos leitores. Por isso mesmo, os responsáveis por estes projectos terão de fazer experiências com formatos de “paywall” e modelos de subscrição.
Só desta forma, considera Kramer, é que os profissionais conseguirão resistir aos ataques e ameaças, continuando a exercer as suas funções, e contribuindo para uma sociedade equilibrada.
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