Número de jornalistas mortos no mundo continua a ser preocupante
Pelo menos 28 jornalistas e quatro colaboradores da imprensa foram mortos desde o início do ano, um número inferior ao de 2019, mas que continua a ser preocupante, anunciaram os Repórteres sem Fronteiras (RSF).
Em 2019, 49 jornalistas foram mortos em todo o Mundo, o número mais baixo em 16 anos, comparado com a média de 80 mortes registadas, anualmente, nas últimas duas décadas, devido à diminuição de profissionais mortos em conflitos armados, explicaram à época os RSF.
O balanço deste ano volta a ser inferior ao de 2019, devido à crise sanitária, já que “muitos jornalistas não foram para o terreno”, sublinharam, ainda, o RSF.
O secretário-geral, Christophe Deloire, considerou, porém, que o panorama ainda tem contornos preocupantes, “Durante a última década, quase mil jornalistas foram mortos no exercício da profissão, crimes que quase sempre ficam impunes. Muitos destes casos não foram devidamente investigados e os culpados nunca foram responsabilizados”.
Aquele responsável reiterou, igualmente, o pedido ao secretário-geral da ONU, António Guterres, para criar o cargo de “Representante especial para a segurança dos jornalistas”.
Novembro 20
“O secretário-geral tem pouco mais de um ano para agir e deixar um legado significativo na luta contra a impunidade e pela protecção dos jornalistas. A nomeação de um membro da sua equipa como contacto privilegiado, a única acção concreta que tomou até ao momento, não é suficiente“, defendeu Deloire.
Perante este quadro, a Federação Internacional de Jornalistas está, por seu lado, a lançar uma campanha global “para denunciar aqueles que ordenam crimes contra jornalistas, mas ficam impunes, e exortar os governos a tomar medidas urgentes, para acabar com a impunidade e proteger a liberdade de imprensa“.
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