Novos projectos noticiosos agilizam os “media” nos EUA
A imprensa está a atravessar uma crise sem precedentes, agora que muitas publicações estão a lidar com os efeitos da pandemia nas suas receitas e no volume de circulação.
Com isto, vários títulos foram obrigados a reformular o seu “modus operandi” e a apostar em novos tipos de conteúdo, com o objectivo de atrair novas audiências e de garantir a sua sustentabilidade financeira.
Assim, e apesar das muitas dificuldades, começam a surgir algumas boas notícias sobre o mundo dos “media”, que o colunista Ben Smith reuniu no “New York Times”.
Ben Smith começou por destacar um projecto de notícias locais da cidade de Detroit, o “Outlier” que, em contexto de pandemia, começou a responder a questões dos seus leitores sobre as decisões governamentais e sobre o processo de vacinação.
No pico da pandemia, o “Outlier” chegou a responder a mais de 200 mensagens por dia, ajudando os cidadãos a manterem-se informados e em segurança. Agora, a corrente de mensagens do “Outlier” chega, diariamente, a milhares de pessoas, e está a inspirar outros projectos sem fins lucrativos.
Em segundo lugar, Smith recordou uma reportagem do jornalista Mike Spies, de uma pequena redacção, que relatou as actividades ilícitas da National Rifle Association.
Com isto, o jornalista conseguiu trazer prestígio às organizações noticiosas de menores dimensões, e fazer com que a National Rifle Association declarasse falência.
Da mesma forma, Smith destacou uma reportagem da “Bloomberg Green”, que concluiu que a maioria das medidas ambientalistas implementadas por grandes empresas eram, na verdade, inúteis.
Julho 21
Graças a este trabalho de investigação, a “Bloomberg” conseguiu pressionar algumas empresas a comprometerem-se com novos esforços, e a assumirem os seus próprios erros.
Em quarto lugar, Smith sublinhou o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pelo canal do Youtube “Jubilee”, conhecido por produzir conteúdos virais sobre minorias étnicas e outras questões sociais, como a gravidez na adolescência. Com isto, o “Jubilee” conta, agora, com de 6,5 milhões de subscritores.
Assim, Smith considera que o canal conquistou sucesso graças à empatia.
Por fim, Smith destaca que os mecenas da cultura estão, agora, a apoiar projectos de jornalismo local, graças a causas promovidas por diversas associações de jornalismo, tais como o American Journalism Project e o Wichita Community Foundation.
Com estas doações, diversas publicações locais têm conseguido sobreviver, continuando a prestar um serviço público às comunidades em que estão inseridas.
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