A primeira mulher jornalista a entrevistar os talibãs após a retirada das tropas norte-americanas de Cabul, Beheshta Arghand, foi forçada a abandonar o Afeganistão, temendo repressão profissional.
“Os talibãs não aceitam as mulheres”, disse Arghand em declarações à Reuters Qatar. “Quando um grupo de pessoas não nos aceita enquanto seres humanos, torna-se muito difícil”.
A entrevista de Arghand com um dos líderes dos talibãs foi, na verdade, um golpe propagandístico utilizado pelo grupo extremista .
“Quando vi que eles tinham entrado no meu estúdio de televisão fiquei em choque, perdi o controlo. Pensava que queriam questionar a minha presença ali”, revelou aquela jornalista, citada pelo “Guardian”.
O líder dos talibãs, por outro lado, exigiu ser entrevistado num programa ao vivo.
Apesar do desconforto, Arghand, que tinha pouca experiência a apresentar os noticiários da Tolo News, acabou por entrevistar o representante daquele grupo extremista, com o qual manteve uma interacção calma.
Contudo, continuou Arghand, atrás das câmaras, os talibãs exigiram que todas as mulheres jornalistas utilizassem “hijab” (lenço que cobre a cabeça), e que os jornalistas deixassem de informar os cidadãos sobre a sua tomada de poder.
Perante este cenário, aquela jornalista decidiu seguir o exemplo de algumas das suas colegas, e pediu ajuda à activista Malala Yousafzai para fugir até ao Qatar.
Setembro 21
Apesar da garantia dos talibãs em permitir o acesso das mulheres aos estudos e ao mercado de trabalho, muitas começaram a contar uma narrativa diferente.
Algumas activistas estão, agora, a reivindicar pelos seus direitos, através de manifestações sociais nas principais cidades do país.
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