Leitores franceses com reservas em relação aos “media”
Um estudo anual realizado para o diário francês "La Croix", revelou que há um decréscimo no interesse pela actualidade e que os leitores confiam cada vez menos nos "media".
Segundo a pesquisa, apenas 59% dos franceses segue as notícias com interesse "muito elevado" ou "elevado", 41% dizem que estão "muito pouco" ou "bastante pouco" interessados. Esta é a maior queda registada desde que este tipo de inquérito começou a ser realizado, em 1987, o que confirma uma certa apatia.
A confiança nos "media" continua extremamente baixa. Apenas 50% dos franceses considera que as notícias transmitidas na rádio são credíveis e a credibilidade em relação ao conteúdo televisivo é de apenas 40%. Os jornais têm a confiança de 46% das leitores e a internet é considerada o meio de informação menos fidedigno.
O fenómeno parece estar ligado, em parte, ao número de canais de informação, que se multiplica pelas redes sociais, e às notícias que muitas vezes provocam ansiedade e medo.
Janeiro 20
Os franceses lamentam, igualmente, a excessiva cobertura de determinados temas - como o incêndio no Notre-Dame - , em detrimento de questões como a crise climática ou a violência doméstica.
Para Vincent Giret, responsável da rádio pública France Info, a desconfiança acelerou-se com a "crise dos coletes amarelos", um tema que "permanece na memória das redacções, como algo muito forte, como um acto de desconfiança e até de violência física".
Especialistas na área mediática consideram que são necessárias medidas excepcionais para solucionar esta problemática. As medidas implementadas devem, então, ir além da educação para a literacia mediática e a luta contra a desinformação nas redes sociais, com um número crescente de jornalistas a apoiar a criação de um organismo ético que possa servir de mediador entre os "media" e os cidadãos.
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