Jornalismo recupera-se como serviço público na era digital
Com a digitalização da imprensa, os “media” estão a abandonar a função de “vendedores de notícias”, para voltarem a exercer um serviço público, afirmou Carlos Castilho num artigo publicado no “Observatório da Imprensa”, associação com a qual o CPI mantém um acordo de parceria.
De acordo com Castilho, esta será uma transição lenta, que se caracterizará por uma relação mais próxima entre produtores e consumidores de conteúdos noticiosos, bem como pela valorização da informação fidedigna.
Ou seja, agora que o modelo publicitário passou a ser considerado pouco sustentável, os “media” podem, finalmente, focar-se na produção de artigos de alta qualidade.
Contudo, esta mudança de paradigma exige, igualmente, a adopção de regras e valores por parte do público, que deverá estar disposto a pagar pela nova e melhorada versão do jornalismo “online”.
Esta nova ideologia pode traduzir-se na introdução de “paywalls” nos “sites” de jornalismo, ou noutros modelos de financiamento do trabalho noticioso, como é o caso do “crowdfunding”.
Segundo o autor, os consumidores de informação podem, assim, escolher apoiar as causas com as quais se identificam, ou que consideram essenciais para a tomada de decisões conscientes.
Março 21
Além disso -- recordou Castilho -- este novo cenário mostra-se favorável aos jornalistas independentes, que podem concentrar-se na produção de artigos relevantes, sem terem de responder às exigências dos investidores.
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