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Jornalismo neo-zelandês com nota positiva durante a pandemia

A Nova Zelândia é um dos países do Mundo com melhor nível de liberdade de imprensa, distinguindo-se pela pluralidade dos “media” e encontrando-se em 8º lugar no Índice Anual dos Repórteres sem Fronteiras (RSF), entre um total de 180 países. Ainda assim, o sector mediático neo-zelandês enfrenta alguns desafios comuns a toda a imprensa, tais como a proliferação de notícias falsas. Quem o garante é Caitlin Cherry, uma jornalista neo-zelandesa, licenciada pela New Zealand Broadcasting School que, em entrevista para o “Observatório da Imprensa” -- com o qual o CPI mantém um acordo de parceria -- descreveu o actual panorama dos “media” nacionais. Cherry começou por destacar a importância das redes sociais para o jornalismo contemporâneo, ressalvando que estas plataformas têm vindo a contribuir para a distribuição alargada de informações de interesse público. Por outro lado, continuou aquela profissional, e apesar de todas as suas vantagens, este tipo de “sites” também tem acelerado a disseminação de notícias falsas, o que prejudica a percepção da realidade. Outros dos problemas apontados por Cherry passam pela falta de repórteres locais, e pela necessidade de apostar em novos conteúdos sobre a diversidade étnica naquele país. Além disso, aquela profissional considera que as faculdades de comunicação deveriam leccionar jornalismo de forma isolada, sem misturar a profissão com outras áreas do sector, tais como as relações públicas ou o “marketing”. Não obstante, Cherry deu “nota positiva” ao papel dos “media” durante a pandemia, sublinhado que a maioria dos jornais primou por notícias com rigor científico.  
Setembro 21
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