Jornalismo multiplataforma para “ressuscitar” imprensa espanhola
A imprensa espanhola tem resistido à transformação exigida pela era digital, ao manter um modelo de negócio tradicional e ao ser pouco inovadora no formato “online”, afirmou Miguel Ormaetxea num artigo publicado no “site” Media-Tics.
Posto isto, o autor acredita que, de forma a ultrapassar a crise do sector e criar novos postos de emprego, os “media” espanhóis têm de acelerar a sua digitalização, chegar a leitores de todo o mundo, e acompanhar as tendências internacionais.
A título de exemplo, o Grupo Prisa, detentor de um dos mais principais jornais espanhóis, “El País”, tem registado grandes perdas no âmbito das receitas publicitárias e de circulação.
De acordo com o autor, isto acontece porque a administração do Grupo ainda não se adaptou à nova realidade mediática e às necessidades dos consumidores, que começam a preferir o consumo de jornais “online”, em detrimento do formato em papel.
Com isto, “El País” está a perder oportunidades de negócio, já que poderia, facilmente, tornar-se um jornal de referência para os mais de 600 milhões de pessoas, em todo o mundo, que falam espanhol.
Assim, o autor acredita que, em vez de despedirem jornalistas, os “media” espanhóis devem seguir o exemplo internacional, começar a apostar no formato multiplataforma e redireccionar a cobertura noticiosa das editorias de economia, que devem focar-se na revolução tecnológica do século XXI.
Fevereiro 21
Ormaetxea recorda, neste sentido, que este tipo de aposta tem sido benéfica para muitos jornais norte-americanos. É o caso do “Washington Post”, que, em 2020, aumentou o número de leitores em 40%, graças aos seus artigos sobre a era digital.
Perante este quadro, o autor acredita que os futuros profissionais devem focar-se em desenvolver valências no âmbito da inteligência artificial e aprender a criar peças de jornalismo multiplataforma.
Posto isto, Ormaetxea sublinha que, se todos seguirem esta fórmula, os “media” terão um futuro próspero e entusiasmante.
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