Jornal britânico quer provar que imprensa não tem os dias contados…
Dez anos após o lançamento do jornal britânico “i”, o editor-executivo Oliver Duff diz ter provas suficientes para afirmar que o “formato impresso” vai “prosperar durante muito mais tempo do que a maioria dos especialistas defende”.
Em declarações à “Press Gazette”, Duff afirmou que os jornais impressos têm-se mostrado “resilientes” e inovadores”.
Além disso, aquele responsável considera que os leitores valorizam este formato por ser “táctil”, ter “curadoria”, e conter muitos “elementos surpresa”, que contribuem para a formação de uma comunidade de cidadãos com valores semelhantes.
Segundo recordou Duff, nos primeiros meses de circulação, o “i” não foi bem recebido pela maioria dos críticos dos “media”, mas conquistou uma base de leitores fiéis, que foram dando “feedback” sobre aquilo que pretendiam consumir.
O “i” tornou-se assim um jornal reconhecido pela sua objectividade factual e isenção política.
De forma a conquistarem o interesse dos leitores, os colaboradores fazem análises profundas de situações disruptivas e tentam criticar, apenas, “aquilo que tem de ser criticado”.
Outubro 20
O “i” é, agora, uma publicação com a capacidade de gerar lucro, através das vendas em banca, com uma circulação diária, aproximada, de 221 mil exemplares. Além disso, consegue algumas receitas através das duas aplicações noticiosas que edita.
Duff, que, aos 37 anos, é o editor-executivo mais jovem no Reino Unido, considera que o sucesso da publicação assenta em três elementos-chave.
O primeiro consiste em valorizar a qualidade, em detrimento da quantidade.
Em segundo lugar, o mesmo responsável considera essencial que os jornalistas se esforcem para manter uma relação próxima com os leitores.
Por último, Duff defende que os jornais devem contratar profissionais optimistas, com ideias inovadores e que estejam receptivos à mudança.
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