Fotojornalismo como espelho da violência em Caxemira
A foto-reportagem pode ser uma ferramenta importante para espelhar as realidades de determinadas regiões do mundo, sujeitas a condições distópicas.
Pelo menos esta é a expectativa da fotojornalista indiana Masrat Zahra, que tem vindo a captar as reverberações diárias da violência na região de Caxemira, controlada pela Índia, bem como na mobilização e resistência face à ocupação.
Ao trabalhar num ambiente hostil ao jornalismo independente, Zahra tem-se deparado com diversos obstáculos, desde o assédio nas ruas, até aos esforços estatais para a intimidar para o silêncio.
Em Abril de 2020, foi aberto um processo contra a jornalista, ao abrigo da Lei de Actividades Ilícitas pela Polícia de Jammu e Caxemira, para alguns dos seus posts no Facebook, que foram considerados "anti-nacionais". O processo continua em aberto.
“O processo tem afectado o meu trabalho -- diz a jornalista -- tenho dificuldade em concentrar-me. Estou muito preocupada com o que partilho nas redes sociais. Há sempre um sentimento de insegurança. Pergunto a mim mesma, será que o Estado questionará a história? As minhas fotografias? Os temas?”
Julho 20
“As autoridades podem fazer o que quiserem. Podem prender-me em qualquer altura, colocar-me atrás das grades. Para eles, eu não sou nada. Os “media” não são respeitados de todo. Tenho pesadelos com isto. Quando vejo a polícia a vaguear, fico paranóica. Tenho medo que falem de mim, que me peçam os documentos”.
Ainda assim, a fotojornalista está determinada a exibir a realidade da vida naquela região e a relatar a história da sua comunidade. “Ainda falo sobre o que se passa. Sei que tenho de falar sobre o assunto. Não podemos ficar calados. Temos de falar sobre as nossas experiências em Caxemira”.
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