Criadores de conteúdos como precursores da nova era do jornalismo
Com a era digital, a distinção entre jornalistas profissionais e criadores de conteúdo está a tornar-se cada vez mais ténue . E, embora isto possa ser considerado um processo de descredibilização da profissão, a jornalista Yvonne Leow acredita que esta nova modalidade permitirá que o jornalismo chegue mais longe.
Num artigo publicado no “site” do “Reynolds Journalism Institute", a autora recordou que a facilidade no acesso a dispositivos electrónicos veio permitir que a maioria dos cidadãos possa participar no processo jornalístico, partilhando o seu trabalho nas redes sociais.
Desta forma, os conteúdos informativos têm chegado a todos os sectores da sociedade, e facilitado o processo de decisão dos cidadãos (mesmo daqueles que não consomem jornais ou assistem a telejornais).
Da mesma forma, a jornalista reitera que não é um diploma que institui um jornalista, mas o compromisso com a formação da opinião pública.
Aliás, em 2009, o ex-editor-executivo da agência Reuters, David Schlesinger, descreveu o jornalismo como uma actividade “auto-declarada”.
“Eu sou jornalista porque, há duas décadas, declarei que o seria, e porque passei vários anos a aperfeiçoar as minhas capacidades. Não sou jornalista porque tenho um certificado ou porque tive um bom resultado num exame. Até porque, idealmente, o jornalismo foi concebido para a democratização”.
Fevereiro 21
Com este objectivo em mente, considerou Leow, o jornalismo deve ser o mais cativante possível, reforçando a sua mensagem com vídeos, imagens, e explicações sucintas.
Posto isto, a missão jornalística poderá beneficiar da acção de pequenos empresários, que desempenham as suas funções nas redes sociais, e que conhecem estratégias eficazes para conquistar o interesse das camadas mais jovens da sociedade.
A autora sublinhou, assim, que “à medida que o ecossistema mediático vai evoluindo, seria um erro que a indústria noticiosa desvalorizasse os profissionais que estão a redefinir o sector nas redes sociais”.
“Os apelos democráticos para salvar o jornalismo continuam, estritamente, ligados a medos e à necessidade de autopreservação, porque nos recusamos a apreciar os benefícios da tecnologia para o nosso ofício. Os criadores estão a prosperar na fronteira desta mudança, e se quiserem unir-se à causa, os jornalistas poderão, também, evoluir”.
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