Algumas achegas para manter o jornalismo relevante em 2022
Para que o jornalismo continua a ser relevante em 2022, os colaboradores dos "media" deverão abraçar a complexidade noticiosa, contextualizando os eventos, e ajudando os leitores a compreenderem as consequências futuras de determinados fenómenos, considerou Al Tompkins, num artigo publicado no “site” do Instituto Poynter.
Conforme apontou Tompkins, os jornalistas terão, ainda, que focar-se em determinados temas, como forma de responder aos interesses e preocupações do público.
Assim, o autor sugere que os profissionais dos “media” publiquem artigos “complexos”, sobre os serviços de saúde, a economia, os efeitos da pandemia na sociedade, a crise climática, a educação, o aumento de casos de crimes violentos e, ainda, sobre a crise de opioides.
Da mesma forma, Tompkins sugere que os jornalistas consultem diversas fontes fiáveis, como forma de assegurar a qualidade dos seus trabalhos.
No âmbito da saúde, Tomkins destaca as plataformas “Kaiser Health News” e “Kusa”, que disponibilizam diversos relatórios e dados estatísticos sobre tópicos relacionados com a saúde, incluindo análises de despesas médicas.
No que diz respeito a reportagens sobre as alterações climáticas, o autor sugere a consulta do “site” “ProPublica”, que disponibiliza gráficos sobre a exposição a “venenos industriais”, em diversas zonas dos Estados Unidos.
Já os jornalistas que quiserem reportar sobre crime e justiça poderão aceder à “newsletter” do “Marshall Project”, que divulga, todos os dias, histórias sobre detenções nos Estados Unidos.
Dezembro 21
Por sua vez, os profissionais interessados em publicar reportagens sobre educação são convidados a visitar a plataforma “Education Writers Association” e o “site” “Chronicle of Higher Education”.
O autor apela, ainda, aos jornalistas que deixem de lado a reprodução de notícias de outras fontes, para que o seu trabalho tenha, de facto, a capacidade de marcar a diferença.
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