“Pesadelo maoísta” volta a afectar imprensa chinesa
A liberdade de imprensa na China está a atravessar um "pesadelo semelhante ao que se viveu na era de Mao Tsé-Tung”, alertaram os Repórteres sem Fronteiras (RSF), numa altura em que diversos jornalistas estão a ser perseguidos naquele território.
Num relatório publicado recentemente, os RSF afirmaram que as autoridades apertaram as restrições ao funcionamento da imprensa, o que se tem reflectido nas agressões a jornalistas e no encerramento de diversos títulos jornalísticos.
“Independentemente do tópico, aqueles que se recusarem a partilhar a narrativa oficial serão acusados de prejudicar a nação”, pode ler-se no mesmo estudo.
Conforme apontou o secretário-geral dos RSF, Christophe Deloire, este cenário pode tornar-se mais preocupante do que aquele vivido no regime maoísta, uma vez que, agora, o governo de Pequim tem diversos meios tecnológicos e financeiros à sua disposição.
Neste sentido, o relatório afirma que, neste momento, a China tem a capacidade de censurar os conteúdos partilhados “online” e de disseminar a sua propaganda através de plataformas digitais.
Além disso, de acordo com o estudo dos RSF, o número de casos de intimidação a jornalistas nacionais e a repórteres estrangeiros registou um crescimento significativo.
Aliás, em 2020, pelo menos 18 correspondentes internacionais foram expulsos do território chinês.
As restrições à actividade da imprensa, prossegue o relatório, registaram-se, igualmente, na região administrativa de Hong Kong, onde diversos jornais independentes, de linha editorial pró-democracia, foram forçados a fechar as portas.
“A repressão já não poupa Hong Kong – que já foi considerado um campeão da liberdade de imprensa –, onde se regista um número crescente de detenções, ao abrigo da lei de segurança nacional”.
Dezembro 21
Perante este cenário, o estudo dos RSF apela às democracias globais que “identifiquem as estratégias apropriadas para dissuadir o regime de Pequim de aplicar as suas políticas repressivas” e que apoiem “todos os cidadãos chineses que querem defender o direito à informação”.
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