… E Bruxelas recomenda aos Estados-membros maior protecção para os jornalistas
A Comissão Europeia quer que as autoridades policiais dos Estados-membros recebam formação para garantir que os jornalistas e outros profissionais dos “media” possam trabalhar em segurança, nomeadamente, durante a cobertura noticiosa de manifestações,.
Além disso, na sua primeira recomendação destinada a reforçar a segurança dos jornalistas e de outros profissionais da comunicação social, o executivo comunitário apelou aos países que investigassem e reprimissem todos os actos criminosos contra jornalistas, recorrendo à legislação nacional e europeia e às autoridades como Europol e Eurojust.
Nesse contexto, indica um comunicado da CE, “os Estados-membros devem promover uma melhor cooperação entre as autoridades responsáveis pela aplicação da lei e os organismos da comunicação social, a fim de poderem identificar e combater, mais eficazmente, as ameaças que pesam sobre os jornalistas, e proporcionar uma protecção pessoal aos jornalistas, cuja segurança esteja ameaçada”.
A Comissão encoraja, ainda, à fomentação da cooperação entre as plataformas em linha e as organizações especializadas no combate às ameaças contra os jornalistas.
“Nenhum jornalista deve perder a vida ou ser ferido devido à sua profissão. Temos de apoiar e proteger os jornalistas, que são elementos essenciais da democracia”, disse a comissária europeia para os Valores e Transparência, Vera Jourova, acrescentando que os Estados-membros são convidados “a adoptar medidas decisivas para tornar a UE um espaço mais seguro”.
Setembro 21
Bruxelas constatou, ainda, que as mulheres jornalistas estão expostas a mais ameaças do que os seus colegas homens, com 73% destas profissionais a terem declarado ter sido vítimas de violência no exercício da sua actividade.
A Comissão quer, por isso, ver facilitada uma denúncia eficaz dos ataques e dos actos de discriminação contra estes jornalistas e a fornecer-lhes informações sobre como obter assistência e apoio.
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