O jornalismo como profissão de risco exposto à violência
Nos últimos anos, a violência contra jornalistas em países não democráticos tem vindo a acentuar-se, afectando, particularmente, os profissionais que trabalham em regime de “blogger”, assinalou o jornalista Rui Martins num artigo publicado no “Observatório da Imprensa”, associação com a qual o CPI mantém um acordo de parceria.
Segundo recordou Martins, um dos casos de violência mais recentes registou-se na Bielorrússia, com a prisão do jornalista Roman Protasevich, responsável pelo canal do Telegram “Nexta”.
As primeiras notícias chegadas de Minsk, capital do Bielorrússia, sobre o jornalista, eram de que o profissional havia sido torturado.
Perante a reacção imediata da União Europeia a estas informações, recordou Martins, Protasevitch foi, entretanto, obrigado a falar para uma câmera da televisão estatal, de forma a mostrar que estava vivo, e a “confessar” ter organizado manifestações contra o governo.
Confrontado com este cenário -- que se tem tornado recorrente noutros países não democráticos -- Martins afirma que o jornalismo se está a tornar numa profissão de risco, o que poderá afastar possíveis futuros colaboradores dos “media” brasileiros.
Isto porque, segundo recordou o autor, o Brasil, bem como outros países da América Latina, tem vindo a dificultar o livre exercício do jornalismo.
Junho 21
De acordo com Martins, os riscos, em todo mundo, “incluem casos extremos de atentados e assassinatos, prisões com ou sem processo e um tipo de pressão bastante coerciva”.
O “castigo” mais comum -- e que incentiva a prática de autocensura -- é a “simples demissão por delito de opinião''.
Posto isto, Martins considera que os jovens devem reflectir bastante antes de ingressar no jornalismo, independentemente da parte do mundo onde pretendam exercer funções.
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