Exposição consagrada à arte africana em “Revue Noir”
O museu de arte contemporânea Les Abattoirs, em Toulouse, vai dedicar uma exposição à revista de arte africana “Revue Noire”, que esteve em circulação entre 1991 e 1999, noticiou o jornal “Le Monde”.
De acordo com “Le Monde”, mais de 20 anos após o seu desaparecimento, a aura e a memória da “Revue Noire” mantêm-se intactas.
“É um mito e um motivo de orgulho para o mundo francófono”, afirmou a jornalista Anna-Alix Koffi. “Representou uma revolução gigantesca”, acrescentou a curadora Marie-Ann Yemsi.
De facto, quando o projecto nasceu, no início da década de 1990, o continente africano estava ausente dos grandes encontros internacionais de arte, e as únicas imagens publicadas na imprensa reflectiam, apenas, miséria.
Lançada por Jean-Loup Pivin, Simon Njami, Pascal Martin Saint Léon e Bruno Tilliette, a “Revue Noire” veio, assim, mudar a percepção contemporânea daquele continente, longe da abordagem etnográfica e dos “clichés” de uma “África selvagem”.
“Não éramos messiânicos, não afirmamos salvar o mundo”, resumiu Simon Njami, numa antologia de 400 páginas sobre a revista. “ Não condenámos nada, mostrámos coisas, implacavelmente ”.Desde o primeiro número, publicado em Maio de 1991 com os “Lutteurs Noubas” do escultor senegalês Ousmane Sow na capa, a publicação destacou-se pelo longo formato e alegado esteticismo.
Maio 21
“Não se tratava de publicar fotos a preto e branco e selos de artistas que as pessoas nunca tinham visto” , explicou Simon Njami.
Além disso, “Revue Noire” teve apenas um concorrente, “Nka” , uma revista semestral em língua inglesa fundada em 1994 pelo curador Okwui Enwezor, com o cunho da Universidade da Cornualha.
Ainda assim, a publicação encerrou em 1999, após 34 edições, por falta de fundos financeiros.
O seu legado mantém-se até hoje, nas poucas revistas especializadas que foram surgindo nos últimos dez anos.
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