A imprensa com menor pluralidade noticiosa devido à pandemia
A pandemia afectou todo o sector mediático, resultando na quebra de receitas e, consequentemente, no encerramento de diversas publicações e no aumento da taxa de desemprego.
Com isto, passou a registar-se uma menor pluralidade noticiosa, especialmente no âmbito local e comunitário.
Perante este cenário, a jornalista Lauren Harris, da “Columbia Journalism Review”, baseou-se em relatórios internacionais, para sintetizar a situação pandémica em dados estatísticos.
Harris nota que, no caso europeu, o Observatório de Jornalismo revelou que a covid-19 afectou, significativamente, as indústrias mediáticas de Portugal, Polónia, Alemanha, Itália, Letónia e Espanha.
O mesmo aconteceu nos Estados Unidos, onde o Tow Research Center registou reduções de orçamento em, pelo menos, 300 publicações.
No Canadá, a iniciativa J- Source, do Canadian Journalism Project, relatou que, desde 11 de Março de 2020, cerca de 40 jornais fecharam as portas, 49 publicações suspenderam a circulação em papel e 182 títulos dispensaram colaboradores.
“A história dos efeitos da pandemia no Canadá caracteriza-se pelo desaparecimento de jornais comunitários, pela diminuição dos postos de trabalho e pela suspensão das edições impressas”, referiu o investigador Steph Wechsler.
Por outro lado, na Austrália, o Australia Newsroom Mapping Project refere que a situação da imprensa diverge de Estado para Estado.
“Queensland tem sido a área mais afectada pelo encerramento de jornais, reflectindo a forte presença da News Corp naquele Estado”, de acordo com o relatório ,”Public Interest Journalism Initiative 's” de Fevereiro.
Abril 21
Da mesma forma, na Índia, o jornalista Cyril Sam tem vindo a reportar o aumento da taxa de desemprego.
“O negócio noticioso está a enfrentar dificuldades”, escreveu Sam na plataforma “Medium”. “Com cada encerramento de jornais, o nosso ecossistema mediático fica mais pobre e as fontes de informação ficam mais escassas”.
Lauren Harris ressalva, por outro lado, que se verifica uma escassez de dados estatísticos noutros países, o que pode significar que as piores crises estão por reportar.
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