Jornalismo precisa de inovar na segunda vaga da pandemia
Ao contrário do que se registou no início da pandemia, os cidadãos deixaram de se interessar pela informação respeitante ao novo coronavírus, notou Carlos Castilho num artigo publicado no “Observatório da Imprensa”, associação com a qual o CPI mantém um acordo de parceria.
De acordo com Castilho, esta indiferença do público está a acelerar a segunda vaga da doença, já que alguns sectores da sociedade -- assoberbados com a quantidade de notícias sobre o vírus -- deixaram de se mostrar disponíveis para se manterem informados e combaterem, activamente, a propagação da doença.
Uma análise do “site” Axios demonstra, por exemplo, que, apesar de o número de norte-americanos infectados ter disparado nas últimas semanas, as interacções nas redes sociais sobre a pandemia ficaram-se pelos 75 milhões por dia, depois de terem atingido, em Março, pouco mais de 600 milhões, a cada 24 horas.
Assim, os “media” devem proceder à reavaliação das estratégias editoriais adoptadas até agora. Isto porque a imprensa é a intermediária entre as autoridades e o público, devendo assegurar uma comunicação interactiva.
É, portanto, necessário reformular o formato dos noticiários sobre a pandemia que, de acordo com Castilho, se tornou repetitivo e pouco criativo.
Novembro 20
Além disso, os “media” devem reforçar a ideia de que a vacinação vai demorar e que, por isso, os cidadãos devem restringir o contacto social.
Carlos Castilho recorda, ainda, que, quando a imprensa não consegue despertar a atenção da audiência, é sinal de que está a falhar na sua função pública.
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