As “fake news” sobre o covid incentivaram atitudes radicais
A desinformação sobre o novo coronavírus, bem as “teorias da conspiração” que têm circulado nas redes sociais, estão a acelerar a proliferação da doença, defenderam as cientistas Dayana Macedo e Leda Gitahy , num artigo publicado no “Observatório da Imprensa”, associação com a qual o CPI mantém um acordo de parceria.
Segundo recordaram as autoras, as “fake news” sobre a pandemia incentivaram a destruição de torres telefónicas no Reino Unido, casos de xenofobia, a popularização e o fortalecimento de movimentos extremistas armados, a invasão de hospitais, ataques e ameaças a cientistas e profissionais da saúde no Brasil, além de mortes por envenenamento .
Perante este quadro, Macedo e Gitahy consideram essencial que os governos apresentem planos para o combate às “fake news”, com base em dados científicos.
Em primeiro lugar, as autoras defendem que as autoridades de saúde devem ter em conta as questões colocadas pelos cidadãos, sem as ridicularizar. Além disso, Macedo e Gitahy apoiam a criação de “fóruns”, que disponibilizem informação fidedigna e relatórios de “fact-checking”.
Outubro 20
Macedo e Gitahy consideram, também, que os “media” devem promover diálogos com comunidades científicas, expondo as suas limitações, influências e processos de produção do conhecimento. Isto porque, segundo as autoras, a ciência ainda é encarada como uma fonte de “soluções rápidas”.
Para as autoras, esta seria a melhor fórmula de combate à polarização das opiniões em temas importantes para a saúde pública.
Da mesma forma, as cientistas consideram crucial que os responsáveis pelas redes sociais moderem os conteúdos, e que a literacia mediática seja promovida.
Leia o artigo original em “Observatório da Imprensa”
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