Comissão Europeia preocupada com independência dos “media”
A Comissão Europeia considerou que a crise gerada pela Covid-19 revelou um “problema democrático” para os “media” europeus, nomeadamente pela diminuição das receitas, vincando que “a pressão económica não pode tornar-se em pressão política”.
“A crise da Covid-19 identificou o papel crucial dos jornalistas, que têm estado na linha da frente, pondo por vezes a sua saúde em risco e trabalhando em condições muito difíceis. A crise, porém, também resultou […] numa descida nas receitas. Isto não só é um problema económico, como, também, um problema democrático”, declarou a vice-presidente da Comissão Europeia, Vera Jourova.
Por isso, a responsável salientou a necessidade de “salvaguardar condições básicas de trabalho para os jornalistas”, bem como “a sua protecção e os seus direitos”, numa altura em que “os media estão a perder dinheiro, mas também pessoas”.
Frisando que, para a Comissão Europeia, “o apoio aos media é uma prioridade”, a vice-presidente do executivo comunitário destacou, igualmente, que, no Quadro Financeiro Plurianual 2021-2027, estão “previstos 601 milhões de euros para apoiar projetos relacionados com o pluralismo dos media”.
Julho 20
Ainda assim, para Vera Jourova, “cabe, em primeiro lugar, aos Estados-membros” assegurar a liberdade de imprensa nos seus países, embora admita que “os apoios estatais colocam pressão sobre a linha editorial”.
Presente neste encontro digital com jornalistas europeus, o comissário europeu do Mercado Interno, Thierry Breton, defendeu que “as entidades regulatórias (de cada país) devem desempenhar um papel cada vez mais importante” para evitar abusos contra jornalistas. Thierry Breton reconheceu, também, o “grande risco que o sector enfrenta, especialmente os jornais e os media locais”.
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