Presidente do Grupo da Rádio Renascença confiante no futuro pós-pandemia
Os “media” portugueses foram afectados pela pandemia, e a rádio foi um dos sectores mais fustigados, devido à alteração dos hábitos de consumo dos cidadãos e à quebra das receitas publicitárias.
O Governo mostrou-se disponível a ajudar, com a compra antecipada de 15 milhões em publicidade institucional, mas a maioria dos “patrões” dos “media” consideraram esta medida insuficiente.
É esse o caso de Américo Aguiar, presidente do conselho de administração do Grupo Renascença Multimédia, pertencente à Igreja Católica.
Em entrevista à “Meios & Publicidade” aquele responsável considerou que “ o país precisa cada vez mais dos media; e os media precisam da ajuda do país”. “Neste quadro -- continuou -- o mecanismo da compra de espaço publicitário parece constituir um meio adequado para o Estado reconhecer a importância dos media na sociedade democrática. Mas o valor apontado é manifestamente insuficiente”.
Ainda assim, Américo Aguiar considera que há esperança para o sector, já que, no decorrer da pandemia, as marcas repensaram e adequaram a sua mensagem, motivadas pela vontade de retomar a actividade.
Aguiar destaca as medidas adoptadas pelo Grupo Renascença, o primeiro a adoptar o regime de teletrabalho e a adaptar-se à adversidade, mantendo “a qualidade do produto”.
Junho 20
Assim, o administrador do Grupo RR diz acreditar que conseguirá sair “com os portugueses da crise, desempenhando o (...) papel de catalisadores de retoma. Se isso acontecer, estimamos terminar o ano com os níveis de facturação abaixo do nosso plano inicial e ainda levará mais de um ano para recuperarmos as perdas que teremos em 2020”.
Para conquistar este objectivo, reiterou, a rádio terá que continuar a reinventar-se, pelo que será essencial integrar novas personalidades no “ecossistema”, de forma a conquistar a atenção dos ouvintes “que querem estar cada vez mais por dentro das histórias”.
Apesar de o Grupo Renascença enfrentar uma forte concorrência-- desde a RDP à TSF -- e de ter registado “perdas muito significativas, irrecuperáveis e transversais”, Américo Aguiar considera que a equipa está preparada para a disputa e para manter a liderança do mercado”.
Nunca esquecendo, contudo, “que o nosso maior activo é, como sempre foi, a relação única e especial com as pessoas”.
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