Projecto de jornalismo comunitário nasce em Detroit
Muito antes da pandemia de coronavírus, as redacções de jornalismo local e regional começaram “desmoronar-se”, devido a modelos de negócio obsoletos e a uma circulação pouco significativa.
De acordo com o instituto Poynter, um em cada cinco jornais, nos Estados Unidos, fechou, no decorrer da última década, e muitos dos que “sobreviveram” mantém-se, agora, na “sombra”, sem possibilidade de fazer reportagens assertivas ou entrevistas relevantes.
O jornalismo regional parece, contudo, estar a recuperar algum protagonismo, com muitos cidadãos a manifestarem o desejo de se informarem sobre a realidade das suas comunidades.
Perante este quadro, algumas associações têm-se aliado a jornalistas para fundar novas iniciativas comunitárias, com uma linha editorial compatível com a era digital.
Foi a partir de uma dessas parcerias que nasceu o “BridgeDetroit”, um projecto multiplataforma, dedicado a escrutinar, com transparência e objectividade, a realidade da cidade de Detroit, no Estado de Michigan.
Junho 20
Porém, o que diferencia o “BridgeDetroit” de muitos outros projectos da mesma índole, é o seu modelo de negócio inovador, baseado em doações e na participação de “jornalistas cidadãos”, que queiram contar as suas histórias.
Além disso, esta iniciativa foi criada com o apoio do “Knight Center” e da Ford Foundation. Assim, além de ter conseguido uma boa base financeira, o “BridgeDetroit” conta ainda com a “publicidade” de associações ligadas ao jornalismo de qualidade.
Os fundadores do projecto acreditam que este modelo prestará um serviço essencial aos residentes de Detroit, e que servirá de incentivo para outros jornalistas, que queiram incentivar o consumo de informação nas suas comunidades.
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