Jornal britânico “Daily Telegraph” suspende propaganda da China
O “Daily Telegraph” deixou de publicar anúncios promovidos pelos “media” chineses, já que o Governo de Pequim tem sido acusado de tentar aumentar a sua influência na imprensa ocidental, de língua inglesa.
Há mais de uma década que a secção China Watch, financiada pelo China Daily news outlet, controlado pelo governo, aparecia nas páginas do “Telegraph”.
O conteúdo, escrito por jornalistas estatais chineses, apresentava opiniões optimistas sobre a posição da China no mundo. No entanto, nos últimos dias, o conteúdo dedicado ao Governo de Pequim foi retirado do “website” do “Telegraph”, juntamente com outra secção que reproduzia artigos do “China's People's Daily Online”.
Os artigos suprimidos pelo “Telegraph” tinham títulos como: "Porque é que alguns enquadram os esforços heróicos da China para deter o coronavírus como desumanos"; "A medicina tradicional chinesa ajuda a combater o coronavírus"; e "O surto de coronavírus não deve ser uma oportunidade de marcar pontos contra a China".
Abril 20
Desde o início da pandemia, o “The Telegraph” tem criticado a China em muitos aspectos. A correspondente do jornal na China, Sophia Yan, passou, recentemente, uma semana em Wuhan, a relatar dúvidas sobre o número oficial de mortes por coronavírus, afirmando que o total real poderia ser substancialmente superior ao que as autoridades estavam dispostas a admitir.
O “Telegraph” não é, porém, o único grande jornal a dedicar uma secção a conteúdos produzidos por autores chineses.
Até há pouco tempo, o “New York Times” tinha uma secção semelhante, mas um porta-voz afirmou, no início deste ano, que a publicação tinha decidido "deixar de aceitar anúncios de conteúdos de media estatais”.
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