Bloqueio inicial aos “media” chineses facilitou a propagação do vírus
O número de pessoas infectadas pelo coronavírus, na China, poderia ter sido reduzido em 86% se as primeiras medidas de contingência, instituídas a 20 de Janeiro, tivessem sido implementadas duas semanas antes, segundo um estudo da Universidade de Southampton.
Da mesma forma, o vírus não teria originado uma pandemia caso os “media” chineses não fossem alvo de censura, apontam os RSF -- Repórteres sem Fronteiras,
De acordo com uma investigação dos RSF, os primeiros alertas sobre os possíveis impactos do coronavírus foram divulgados a 18 de Outubro. Se a liberdade de imprensa fosse uma realidade na China, os “media” poderiam ter divulgado junto da comunidade internacional os primeiros dados conhecidos sobre o Covid-19 e as suas características de propagação.
Da mesma forma, os agentes de autoridade poderiam ter divulgado, também, elementos sobre a rápida disseminação do vírus em Wuhan, evitando o turismo naquela área.
Março 20
Os RSF destacam, também, que a liberdade de informação teria permitido o contacto entre profissionais de saúde e jornalistas, forçando as autoridades a aplicarem medidas de protecção comunitária.
A censura das redes sociais impediu, igualmente, que os jornalistas difundissem medidas de prevenção, que teriam contribuído para um melhor cumprimento das normas recomendadas pelas autoridades sanitárias.
Os RSF, sublinham, por fim, a importância da transparência governamental, visto que a divulgação do genoma do coronavírus aos meios científicos teria acelerado o processo de desenvolvimento de uma vacina.
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