Jornalismo ambiental tão perigoso como tratar de droga
Embora o jornalismo seja, frequentemente, celebrado pelo seu papel na responsabilização de governos e empresas, o poder da imprensa tem as suas consequências. Após a publicação de relatórios mordazes, as empresas mediáticas diminuem, não poucas vezes, de valor comercial, os governos ficam na defensiva, e os jornalistas são, mesmo, alvo de ameaças.
O repórter Philip Jacobson foi vítima de um desses ataques, tendo sido detido por alegada violação das condições do visto que lhe foi atribuído na Indonésia.
Jacobson é editor da “Mongabay”, uma empresa sem fins lucrativos dedicada à ciência ambiental e a notícias sobre conservação climática. O jornalista tem reportado várias histórias centradas na desflorestação e na concessão de terrenos na Indonésia. Foi detido, pela primeira vez , na sequência da participação numa audiência entre legisladores locais e a Aliança dos Povos Indígenas do Arquipélago (AMAN). O ministro da Segurança da Indonésia, Mohammad Mahfud , reiterou, ao “Jakarta Post” , que Jacobson violou os termos do visto profissional, ao reunir-se com organizações de direitos civis.
Fevereiro 20
Jacobson não é, contudo, a única vítima de reportagens desta índole. Os jornalistas ambientais estão sujeitos a riscos diversos por exporem a devastação ambiental promovida por governos e empresas.
"As questões ambientais envolvem alguns dos maiores abusos de poder do mundo e algumas das maiores concentrações de poder do mundo", disse Bruce Shapiro, director do Dart Center for Journalism and Trauma.“As reportagens investigativas sobre o meio ambiente podem ser tão perigosas quanto as reportagens sobre tráfico de droga".
Na última década, 13 jornalistas morreram ao relatar notícias ambientais. O CPJ – Comité para a Protecção dos Jornalistas ainda está a investigar o desaparecimento de outros 16 profissionais.
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