Repressão sobre imprensa intensifica-se na Nicarágua
A Nicarágua é um país, particularmente, perigoso para jornalistas. Entre 16 de Dezembro e 29 de Fevereiro, foram documentados 61 casos de violência contra repórteres. Ao todo, 53 profissionais foram vítimas de violência, alguns mais do que uma vez, segundo um estudo do Observatório Pela Liberdade de Informação e de Imprensa Independente da Nicarágua.
Naquele país, foram registados 404 delitos contra a liberdade de imprensa e o acesso a informação, designadamente, ocorrências de assédio, censura, intimidação, agressões físicas e verbais, danos de equipamentos e roubos, bem como três casos de assédio sexual.
Um dos casos mais graves ocorreu no final de Fevereiro, durante a cobertura de manifestações convocadas pela oposição ao actual governo do presidente Daniel Ortega, quando as autoridades policiais agrediram 25 jornalistas de “media” independentes, nacionais e estrangeiros.
Março 20
De acordo com o estudo, cinco jornalistas decidiram denunciar as agressões ao Ministério Público, com o apoio da associação Advogados Defensores do Povo. Outros 20 jornalistas, que estavam exilados e decidiram regressar ao país, dizem ter-se deparado com um crescente número de obstáculos ao exercício da profissão.
De acordo com relatórios da Freedom House, a Nicarágua é uma nação “não-livre”. No poder desde 2006, Ortega é acusado de constantes atentados à liberdade de imprensa no seu país. Os ataques contra os “media” independentes intensificaram-se com o início de manifestações, em Abril de 2018, contra o actual governo. Desde então, vários Grupos de imprensa ficaram condicionados, ou foram encerrados.
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