Divergências na Alemanha com recolha de dados pelo WhatsApp
O regulador de protecção de dados de Hamburgo, na Alemanha, quer impedir que o Facebook recolha dados pessoais dos utilizadores da plataforma WhatsApp.
De acordo com a “Bloomberg”, esta entidade estatal — cada Estado alemão tem uma comissão — quer impor a medida antes de 15 de Maio, data em que o WhatsApp vai introduzir os seus novos termos de privacidade.
Em comunicado, Johannes Caspar, o comissário de proteção de dados, notou que “o WhatsApp é usado por quase 60 milhões de pessoas na Alemanha e é, de longe, a aplicação de ‘media’ social mais usada, até mais do que o Facebook”.
“Por isso, é ainda mais importante garantir que o elevado número de utilizadores, que torna o serviço atractivo para muitas pessoas, não conduza a uma exploração abusiva do poder de dados”, justificou.
A nova política de dados pessoais do WhatsApp começou a ser proposta a todos os utilizadores no início deste ano.
Depois de alguma polémica, e de forma a apaziguar os utilizadores, o Facebook decidiu adiar a implementação destas novas regras para 15 de Maio.
Ainda assim, se um utilizador não aceitar este novo acordo com o WhatsApp, deixará de poder utilizar a plataforma.
A nova política de privacidade já resultou, igualmente, na migração de vários utilizadores para outras “apps” de mensagens instantâneas, como a Telegram.
À “Bloomberg”, o Facebook afirmou que ainda está a analisar o processo criado pelo regulador de Hamburgo e que quer “responder aos seus mal-entendidos sobre o propósito e efeitos da actualização [das novas regras de protecção de dados]”.
Abril 21
“Ao aceitar os termos de serviço atualizados do WhatsApp, os utilizadores não concordam com nenhuma expansão da nossa capacidade de compartilhar dados com o Facebook, e a actualização não afecta a privacidade das mensagens com amigos ou familiares onde quer que estejam no mundo”, referiu o Facebook.
Mesmo com as justificações do Facebook, o regulador alemão recusa chegar a um acordo e quer que a empresa se justifique em tribunal.
“Até agora, não houve nenhuma revisão de supervisão das operações reais de processamento entre o WhatsApp e o Facebook, de que tenhamos conhecimento”, disse Caspar.
Por isso, continuou, este processo tem como último propósito “evitar a partilha ilegal de dados em massa para, se necessário, acabar com a pressão de consentimento ilegal sobre milhões de pessoas“.
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