O jornalista iraniano Ruhollah Zam, director do “site” “Amadnews”, foi enforcado, depois de ter sido condenado à morte por incitar protestos contra o regime, informaram as autoridades iranianas.
“Zam foi condenado à morte por 13 acusações, incluindo corrupção na Terra. A sua sentença foi confirmada pelo Supremo Tribunal e, após os procedimentos legais de hoje, 12 de dezembro de 2020, a sua sentença de morte foi executada e foi enforcado”, informou, em comunicado, a Procuradora-Geral e Revolucionária.
Ruhollah Zam foi detido, em 2019, no Irão, pelo serviço de informação dos Guardas da Revolução. De acordo com as autoridades, Zam aproveitou a sua posição social -- enquanto filho do clérigo Mohamad Ali Zam -- para obter informações sobre o regime.
Durante os protestos iranianos contra a fome, em Dezembro de 2017, Zam dedicou-se à partilha de numerosas publicações e imagens, através do “site” “Amadnews”. Este canal foi bloqueado pelo governo iraniano, que acusou o jornalista de incitar à violência e de ser “uma ferramenta nas mãos dos serviços de espionagem estrangeiros”.
Dezembro 20
Zam já tinha sido detido, em 2009, devido à sua participação nas manifestações do Movimento Verde, contra a reeleição do Presidente ultraconservador Mahmud Ahmadinejad.
Depois de ser libertado, exilou-se em França, onde residiu até à sua detenção, no ano passado.
De acordo com relatórios dos Repórteres sem Fronteiras (RSF), o Irão é um dos países que mais restringe o livre exercício do jornalismo. Em 30 anos, entre 1979 e 2019, pelo menos 860 jornalistas e comunicadores foram detidos ou acusados pelo governo iraniano.
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