As autoridades portuguesas encerraram, na rede social Telegram, 11 grupos de partilha ilegal de notícias na sequência de um pedido da Visapress à Inspeção-Geral das Atividades Culturais (IGAC), a propósito da partilha clandestina de jornais e revistas. Um dos canais tinha mais de 60 mil membros.
“Através do Telegram são, diariamente, reproduzidos e colocados à disposição do público ficheiros que contêm publicações periódicas, protegidas pelo direito de autor e conexos, o que resulta no enorme prejuízo para os autores das obras”, afirmou Carlos Eugénio, director executivo da Visapress, em comunicado. “O fecho destes grupos e canais é apenas uma gota no oceano da partilha de conteúdos protegidos”.
Segundo os cálculos da Visapress, os meios de comunicação social portugueses registaram perdas superiores a 3,5 milhões de euros/mês devido à partilha de jornais e revistas em redes sociais.
Como tal, perante o encerramento destes grupos, a Visapress “congratula todos os envolvidos neste processo e reitera o desafio lançado ao Governo, para que este assuma um compromisso pela liberdade de imprensa através da criação de mecanismos que permitam a justa remuneração dos que criam, organizam e distribuem os jornais e revistas”.
Recorde-se que, em Novembro de 2021, foi promulgada uma lei de combate à pirataria “online”, que visa ajudar a proteger os direitos conexos e as receitas dos títulos de imprensa. Desde então, as autoridades iniciaram processos de fiscalização a plataformas de mensagens instantâneas, tais como o Telegram e o WhatsApp.
Junho 22
Este documento veio, assim, responder a directivas europeias sobre os direitos de autor e direitos conexos, que visam compatibilizar a regulação do uso de obras autorais em ambiente digital (nomeadamente em plataformas da Internet) com a defesa da liberdade de expressão, o progresso da investigação e, ainda, o desenvolvimento tecnológico.
Esta directiva, recorde-se, foi criada para proteger a titularidade dos conteúdos de artistas, músicos, escritores e jornalistas na internet, criando regras para a utilização do seu trabalho por terceiros.
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