O Conselho Superior de Televisão francês (CSA) confirmou ter recebido as primeiras queixas contra as reportagens do canal chinês CGTN, cujas emissões já foram suspensas no Reino Unido.
As queixas foram apresentadas pela organização não-governamental Safeguard Defenders, que condena a repressão dos Uighurs na região autónoma de Xinjiang.
Estas acusações surgiram na sequência de uma entrevista concedida por Abudurehim, um Uighur exilado na Austrália, que acusou a CGTN de o difamar.
De acordo com Abudurehim, a CGTN coagiu uma das suas filhas a conceder uma entrevista, de forma a contradizer uma outra reportagem sobre os Uighur, emitida pela CNN.
O CSA está, agora, a investigar as acusações.
"O CSA gostaria de recordar que o canal, que controla de muito perto, é obrigado a respeitar as directrizes estabelecidas na lei. Se for encontrada uma violação, a CSA intervirá", disse aquela autoridade reguladora francesa, que confirmou, recentemente, que é responsável pela regulação das actividades da CGTN na Europa, após a revogação da licença britânica do canal.
Abril 21
Recorde-se que, no início de 2021, a CGTN perdeu a licença de emissão no Reino Unido, depois de o Ofcom concluir que o controlo editorial do canal é exercido pelo Governo de Pequim.
O governo chinês retaliou, mais tarde, contra esta decisão, ao banir a BBC World News.
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