Estudo de “media” espanhol sobre leitores com limitações intelectuais
A maioria dos cidadãos espanhóis, com deficiência intelectual, não tem interesse em ler conteúdos informativos, por considerá-los “demasiado complexos” , concluiu o estudo “Acceso a la Información y a los Medios de Comunicación en Personas con Discapacidad Intelectual”, da associação A La Par.
De acordo com aquele relatório -- cujas conclusões foram apresentadas numa conferência promovida pelaFederação de Associações de Jornalistas de Espanha (FAPE) -- cerca de 75% dos inquiridos disseram que as suas necessidades não eram atendidas pelos “media”.
Quando estes cidadãos consultam os “media”, procuram satisfazer cinco necessidades básicas : “alimentar” os seus “hobbies”; facilitar a tomada de decisões; construir uma imagem do mundo; tomar uma posição moral; e manter relações sociais com o seu meio envolvente.
A sua exposição ao conteúdo informativo não é negligenciável nem anedótica, mas estes cidadãos manifestam uma evidente dificuldade na percepção dos acontecimentos actuais.
É importante ressalvar que um maior consumo não conduz a uma maior compreensão dos artigos, e que a lacuna se prende com duas causas: uma falta de interesse racional pelo conteúdo, e certas limitações cognitivas.
Outubro 20
As limitações cognitivas, por sua vez, dividem-se em dificuldades na compreensão do conteúdo e na compreensão das convenções jornalísticas.
Os indivíduos com deficiência, conscientes destes obstáculos, recorrem a diferentes estratégias para aceder a informação verdadeira, útil e relevante.
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