O jornalista zimbabuano Hopewell Chin’ono foi detido pelas autoridades, depois de publicar reportagens sobre corrupção empresarial, relacionada com a venda inflaccionada de material de protecção contra a covid-19.
Chin’ono foi acusado de difamação e incitação à violência e, caso seja condenado, poderá enfrentar uma pena de 10 anos de prisão.
Em declarações aos “media” locais, Chin’ono afirmou que o seu julgamento significa a criminalização do jornalismo. Os advogados do jornalista declararam que irão recorrer da decisão.
A Organização das Nações Unidas (ONU) expressou a sua preocupação, perante o incidente, ao considerar que o governo do Zimbabué está a utilizar a pandemia como pretexto para reprimir a liberdade de imprensa.
A Amnistia Internacional, por sua vez, afirmou que as detenções servem para “intimidar e ameaçar jornalistas e activas, que abordam assuntos do interesse público no Zimbabué”.
Julho 20
Entretanto, o Secretário de Informação comentou a situação através das redes sociais, reiterando que “os jornalistas não estão acima da lei. Os advogados não estão acima da lei. Nem os políticos nem os banqueiros estão acima da lei. Qualquer pessoa que cometa um crime deve ser julgado”.
Recorde-se que, perante a pandemia, os governantes de alguns países, considerados distópicos, criminalizaram as “fake news” e suspenderam a liberdade de expressão.
Assim, os jornalistas que reportam sobre a covid-19 acabam por ser detidos, sob acusações de difamação ou de distúrbio da ordem pública.
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