O Ministro da Presidência, Leitão Amaro, garantiu que o recente aumento de capital da Lusa, aprovado em Dezembro de 2025 no montante de cinco milhões de euros, não se destina a cortes, mas sim ao financiamento do plano de modernização da agência de notícias. “O aumento de capital já realizado é para financiar o plano de modernização, que não é um plano de cortes. A Lusa não tem nenhum problema de sustentabilidade financeira”, afirmou durante a apresentação do anuário da Lusa. 

O governante sublinhou que os recursos adicionais visam reforçar meios tecnológicos, equipamentos e a capacidade operacional da agência, um desafio que, segundo ele, também cabe ao novo Conselho de Administração, liderado por Joaquim Carreira. Leitão Amaro anunciou ainda a intenção de renegociar o contrato de serviço público antes do 40.º aniversário da Lusa, em Dezembro de 2026, com um aumento da dotação anual. 

Segundo o ministro, o Governo está a realizar “o maior reforço da capacidade de acção da empresa de que há memória”, incluindo 2,5 milhões de euros pela compra da parte da empresa que não era pública, cinco milhões de euros do aumento de capital e pelo menos dois milhões de euros em indemnizações compensatórias. “Reconhecemos que temos de permitir à Lusa ter asas, estar em mais sítios, dar o salto para o digital e poder ter um lugar e um papel único no mundo”, acrescentou. 

O responsável destacou ainda as mudanças no modelo de governação, que incluem a ampliação do Conselho de Administração com membros independentes e a criação de um Conselho Consultivo que reúne jornalistas, stakeholders, representantes políticos e clientes, reforçando mecanismos de pluralidade e escrutínio parlamentar. 

No âmbito destas alterações, o Governo reconduziu Joaquim Carreira para um novo mandato de quatro anos como presidente do Conselho de Administração e anunciou a entrada de dois novos membros executivos: Luis Ferreira Lopes e Ana Alves, que assumem as vice-presidências da agência. O plano de modernização inclui transformação digital e aumento da eficiência dos serviços, depois de o Estado ter passado a deter a totalidade do capital da Lusa em Novembro de 2025 e de serem aprovados novos estatutos que alteraram o modelo de governação. 

(Créditos da imagem: Lusa)