YouTube como plataforma complementar para os jornalistas
Nos últimos anos, o YouTube tem sido encarado como um “site” nefasto para o jornalismo, uma vez que acelera a disseminação de “fake news”, e, ao ser controlado pela Google, monopoliza as receitas publicitárias digitais, em detrimento das publicações noticiosas.
No entanto, e perante as profundas transformações do panorama mediático, esta plataforma digital tem as potencialidades necessárias para garantir o futuro da profissão, considerou Vinícius Augusto Bressan Ferreira num artigo publicado no “Observatório da Imprensa”, com o qual o CPI mantém um acordo de parceria.
Isto porque, de acordo com Ferreira, ao partilharem os seus conteúdos jornalísticos no YouTube, as empresas mediáticas conseguiriam reduzir os seus custos de produção, assegurando a sua sustentabilidade financeira a longo prazo.
Além disso, continuou o autor, os reduzidos custos associados à utilização do YouTube serviriam, ainda, para impulsionar a pluralidade noticiosa, permitindo que pequenos negócios, ou jornalistas individuais, partilhassem o seu trabalho.
Como tal, o recurso ao YouTube permitiria, ainda, reduzir as taxas de desemprego do sector mediático, além de ajudar os jornalistas mais jovens a darem os primeiros passos no seu percurso profissional.
Ferreira, admite, por outro lado, que a utilização generalizada da plataforma poderia fazer-se acompanhar de alguns problemas, tais como um maior desleixo na verificação de factos, ou no cumprimento de normas éticas e deontológicas.
Além disso, é possível que esta prática acentuasse, ainda mais, a crise enfrentada pelas publicações que ainda seguem modelos tradicionais, ou que iniciaram, recentemente, a sua transição digital.
Maio 22
Ainda assim, Ferreira defende que, apesar dos possíveis obstáculos, os jornalistas devem trabalhar para a alteração dos formatos noticiosos, para que possa haver uma verdadeira evolução no sistema mediático.
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