Propostas alterações ao Orçamento para compensar sector mediático
Foram propostas alterações ao Orçamento de Estado para 2023 (OE2023) nos sectores dos media e da música, que “espelham de forma transversal o que tem sido pedido para estas áreas”.
Estas alterações correspondem à preocupação de associações dos sectores que têm vindo a alertar para a necessidade de ser lançado “um plano de emergência para a sustentabilidade das empresas editoras de jornais e revistas”.
Note-se que o sector de imprensa tem registado dificuldades acrescidas, já que “a venda de publicações em banca caiu cerca de 20% ao ano (…), a venda de publicidade foi absorvida em mais de 80% pelas grandes plataformas digitais (..) e o preço do papel subiu mais de 70% nos últimos dois anos, o que agravou os custos de produção”.
Adicionalmente, “a distribuição de jornais e revistas sofre diariamente com quebras de serviço graves”, o que põe em causa as suas publicações.
As referidas propostas foram feitas num contexto em que “Portugal está longe da média europeia no número de subscritores de imprensa e música em ambiente digital”, sendo necessário um “investimento em literacia mediática, bem como um claro incentivo às assinaturas digitais”.
Verificou-se que “todos os grupos parlamentares estão conscientes da importância de criar hábitos de leitura e fortalecer a literacia mediática por via de uma dedução, em sede de IRS, das assinaturas pagas”, medida que contribuirá para impulsionar o mercado digital nacional.
Novembro 22
Também no sector da música ,“a criação de cheques-cultura e a compra de subscrições que permitam assistir a espectáculos são medidas consensuais“ terão efeitos positivos no mercado, visto que “não só se revelarão como um factor multiplicador de cultura para a generalidade dos portugueses como não interferirão nas receitas fiscais previstas para 2023”.
As associações de ambos os sectores consideraram que algumas propostas poderão “resolver problemas de assimetrias e injustiças fiscais relativas“. Na imprensa, trata-se da “uniformização do tratamento fiscal, em sede de IVA, dos valores debitados para cobrir os custos das entidades de gestão colectiva (…) e da dispensa de retenção na fonte de IRC nos direitos de autor e conexos pagos a empresas”.
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