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Os media tradicionais e o debate sobre a ética do jornalismo

A ética no jornalismo continua em debate, aumentando a necessidade de uma reflexão sobre o tema, cada vez mais frequente. Num artigo publicado no Observatório de Imprensa do Brasil, com o qual o CPI mantém um acordo de parceria, Maura Oliveira Martins, jornalista, professora universitária e editora do site “A Escotilha”, analisa o jornalismo como prática quotidiana. A autora refere -  citando a obra do professor Eugênio Bucci - que “os jornalistas não costumam gostar de falar sobre ética”. Por várias razões, diz, “mas uma delas chama mais a atenção: como o ofício jornalístico é marcado essencialmente pela rapidez, pelo dinamismo, não há como parar as actividades quotidianas para discutir cada decisão que precisa ser tomada. É preciso continuar sempre fazendo, automatizar o que se faz; caso contrário, a prática jornalística viraria uma espécie de “assembleísmo” sem sentido”. Para Maura Oliveira Martins, esta característica acaba por diluir a noção de algo que é inerente à profissão: “o facto de que tudo que se faz no jornalismo gera, inevitavelmente, uma vítima”.  Mas, se os jornalistas se lembrassem disso em permanência, provavelmente nenhuma noticia seria possível. “Vivemos um momento marcante sobre este não-questionamento em relação à veiculação de certos factos – algo que se potencializa pela razão que tudo está ao alcance de uma máquina, de um clique, de um celular que vai gerar um vídeo. Tudo se torna filmável, registável. O grande risco trazido por este fenômeno é o de acharmos que tudo é noticiável”. Estamos hoje confrontados com o desafio das imagens recolhidas e instantaneamente divulgadas, designadamente, nas redes sociais. Por isso, como defende a autora, perante o crescimento constante desses vídeos amadores, os media tradicionais precisarão de discutir no plano ético o que fazer.    Leia aqui na íntegra o artigo de Maura Oliveira Martins    
Setembro 16
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