O “New York Times” afina estratégia para aumentar o número de assinantes
O New York Times, que, actualmente, conta com 9.3 milhões de assinantes no total, adaptou novas estratégias para aumentar esse número.
Além de assinaturas de notícias, o jornal vende agora um bundle que inclui acesso total a colunas verticais de Jogos e Culinária, áudios, ao Wirecutter, site de informação sobre produtos, e ao The Atlethic, que o Times comprou no início deste ano.
Meredith Kopit Levien, CEO do jornal, afirmou que o bundle tem um custo 50% mais alto do que uma assinatura digital de apenas notícias. Apesar do preço, este conta com mais de um milhão de assinantes, número que, no geral, continua a aumentar.
Não obstante o sucesso do bundle, a empresa tem como objectivo convencer mais público a optar por esta opção, pretendendo aumentar o preço de assinaturas exclusivamente noticiosas.
Isto levanta, no entanto, uma outra questão: será que o Times ainda pode considerar-se como uma empresa de notícias?
Ben Smith, cofundador da Semafor, afirmou que a empresa está no meio de uma “crise de identidade”, suscitando a questão sobre se o jornal está a expandir-se e a utilizar novas tecnologias ou se se transformou numa empresa tecnológica com um sector de notícias complementar.
Novembro 22
Em resposta, Kopit Levien argumentou que o mais importante continua a ser o fornecimento de notícias ao público, sendo esse o primeiro pilar da empresa. No entanto, têm também o objectivo de facilitar e melhorar a vida dos seus assinantes, incentivando-os a seguir as suas preferências. Conclui que o bundle torna possível juntar estes dois aspetos.
O Times prevê uma margem de lucro positiva, mesmo com as perdas recentes no The Atlethic, tendo, actualmente, um resultado positivo superior em 10%.
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