O desafio dos média perante os interesses comerciais em jogo
A vertente comercial dos média trouxe vários desafios, tanto para os directores editoriais como para os próprios jornalistas.
Cesar Valente em texto publicado no Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual o CPI mantém um acordo de parceria,referiu a necessidade crescente de balancear a informação de qualidade e os custos que a gestão de um órgão de comunicação acarreta.
Inicialmente, o jornalista dá o exemplo de “maus profissionais”, que utilizam a questão do off para justificar a falta de menção a fontes, em informações que publicavam de interesse próprio ou de outrem.
Nesse sentido, realçou a importância das entidades que regulam a profissão, evitando dar espaço a informações “encomendadas” ou sem a confirmação necessária.
Numa segunda fase, a comercialização dos media aumentou e, com isto, o muro existente entre o departamento comercial e o departamento jornalístico foi seriamente afectado. Assim, alguns meios de comunicação deixaram de filtrar devidamente a informação que chegava, devido aos interesses comerciais envolvidos.
De forma a tentar evitar isto, criaram-se cadernos especiais, conhecidos por "Relatórios", onde eram publicadas grandes reportagens e se incluíam peças publicitárias. Apesar de não conhecerem os temas previamente, os comerciais continuavam a investir nos espaços publicitários destes meios, pelo seu tamanho e alcance.
No entanto, esta medida não funcionou, em parte devido ao decréscimo do interesse do público pela imprensa. Por isso, conforme referiu o jornalista, os meios de comunicação viram-se obrigados a aceitar as condições impostas pelas empresas.
Setembro 22
Posteriormente, e com o avançar da tecnologia aliada ao jornalismo, começaram a surgir novas técnicas de recolha e tratamento da informação, reduzindo os custos gerais.
Passou a exigir-se, aos jornalistas, designadamente, que tivessem carta de condução, para evitar a contratação de motoristas e a aquisição de carros de reportagem. Os fotógrafos foram substituídos pelas imagens tiradas por cidadãos anónimos, através do seu telemóvel, e, também, os próprios repórteres deixaram de fazer o seu trabalho na rua e passaram a recorrer à informação disponível na internet.
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